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A importância dos lotéricos (12/1/2011 14:09:00)

Os milhares de empresários lotéricos têm fundamental participação no sucesso da Caixa Econômica Federal e dos programas sociais do governo federal. Na opinião da Coluna, eles também devem ser celebrados nas comemorações dos 150 anos da Caixa. Um exemplo claro desta participação fica evidente na pesquisa elaborada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em entrevistas com 2,77 mil pessoas de todas as regiões do país, mostra que 39,5% (53,3 milhões de brasileiros acima de 18 anos) não têm conta bancária. A exclusão é maior no Nordeste e no Norte, onde 52,6% e 50% dos entrevistados, respectivamente, declararam não ter conta em nenhum banco. (Confira reportagem em Lotérica)


Caixa comemora 150 anos com ação da Fischer Fala! (12/1/2011 13:52:00)

Ao longo de sua existência, a Caixa presenciou transformações que marcaram a trajetória do país e acompanhou mudanças políticas, econômicas e sócio-culturais. Para comemorar esse marco, a Fischer+Fala! criou uma campanha especial para o aniversário da instituição, intitulada “Eu estava lá”. A campanha é composta por um filme de 60 segundos, capa falsa em alguns jornais, anúncios de revista e peças de internet e reforça a atuação da Caixa nos momentos relevantes da História do Brasil. Narrado pela atriz Glória Pires, o filme conta de forma poética fatos da vida do país que aconteceram durante esses 150 anos e pontua a presença do banco em momentos históricos, como o fim do Império e início da zepública, a Semana de Arte Moderna, as Copas do Mundo e a construção de Brasília. Na mídia impressa e online, as peças exibem imagens do decreto assinado em 1861 por Dom Pedro II para a fundação da Caixa, representando um grande marco no sistema financeiro do país. A criação é de Marcelo Fedrizzi e Rafael Merel, que assinam a direção ao lado de Pedro Cappeletti. A produtora é a Raiz Estúdio, com direção de cena de Fernanda Moraes e produção de áudio da Takk


Os 150 anos da Caixa (12/1/2011 13:51:00)

Neste momento muito especial em que a Caixa, criada em 1861 por Decreto Imperial de D. Pedro II, completa 150 anos de história, é justo celebrar nossas legítimas conquistas, compartilhadas por tantos brasileiros. Desde a Monarquia, quando era a instituição destinada a administrar a poupança popular, inclusive dos escravos que buscavam comprar a alforria, até os tempos atuais, a Caixa não se afastou da singular missão de, nas palavras do Barão do Rio Branco, “ser o cofre seguro das classes menos favorecidas”. Estamos convictos de que é a coerência dessa trajetória - a congruência entre os princípios e valores que orientam a Empresa e a ação que realiza para promover o desenvolvimento regional e ambientalmente equilibrado - que explica a permanência da Instituição no tempo, e projeta a Caixa como portadora de um futuro promissor. Hoje a Caixa, com 51 milhões de clientes e quase 40 mil pontos de atendimento, atua em todos os municípios do país. A recente instalação no Complexo do Alemão e a inauguração da primeira agência-barco navegando nos rios da Amazônia atestam a ousadia dessa Instituição que quer ser sujeito de integração social e territorial, com presença cada vez mais positiva na vida de cada comunidade. Nos últimos 8 anos a Caixa incorporou seu papel de banco estratégico para o Estado brasileiro. Sob a orientação do governo federal o Banco participa da implementação de políticas importantes para superar os desequilíbrios regionais e erradicar a pobreza, como vem ocorrendo por meio do Programa de Aceleração do Crescimento e do Programa Minha Casa Minha Vida, que completou no final de dezembro a marca de 1 milhão de moradias contratadas, assim como o Programa Bolsa Família, que visa dar efetividade aos direitos sociais, elevando milhões de brasileiros ao patamar da cidadania plena. A Caixa é hoje responsável por três quartos do financiamento à habitação, com protagonismo no desenvolvimento urbano do país; atua fortemente no crédito às empresas e famílias e desempenhou, ao lado dos demais bancos públicos, um papel anti-cíclico na recente crise internacional. Executa a gestão dos principais fundos sociais dos trabalhadores, especialmente do FGTS; lidera a captação da poupança popular; está na vanguarda da tecnologia da informação; administra as loterias federais e desenvolve projetos de cooperação técnica internacional. A Caixa é consciente dos desafios que precisa enfrentar para corresponder às expectativas de uma sociedade cada vez mais exigente. Compreende a necessidade de somar vontade política, inteligência, sensibilidade e obstinação para superar tendências inerciais, dar respostas objetivas às necessidades do pacto federativo, da racionalização e modernização da gestão pública e da inovação. A afirmação da Caixa na cena pública nacional e o seu reconhecimento social só foram possíveis em razão do envolvimento ativo de gerações de empregados que, articulando competência técnica e espírito público, transformaram o exercício profissional em espaço de vivência da cidadania. Mas o que realmente mobiliza os mais de 80 mil empregados da Caixa é o desafio permanente de imprimir no cotidiano e na História, a marca da sua ação, renovando a esperança de que o Brasil será, cada vez mais, um país socialmente integrado e respeitado no contexto das nações. A autora, Maria Fernanda Ramos Coelho, é presidente da Caixa


A Mega Sena da Virada (11/1/2011 16:12:00)

O brasileiro adora uma "fezinha". No bicho, na Loto, na Sena, na Loteca, no bingo, enfim, gosta de tudo em que entre sorte ou azar. A maior banca de jogatina é sempre dos governos. As loterias são a sua especialidade. O pior é que também na política esse espírito se manifesta. Os rateios são feitos, as cartas são distribuídas, as apostas são altas. O negócio é ter sorte. Torcer para ganhar. O nosso sistema eleitoral, por exemplo, é uma roleta. Graças ao voto proporcional, que a classe política brasileira insiste em manter, a composição do Congresso Nacional acaba sendo uma divertida rodada. O eleitor escolhe um número e acaba dando outro! Todo jogo é assim. Surpresas, espantos, prêmios para uns, prejuízos certos para os outros. A Mega Sena da virada do ano, por exemplo, foi uma verdadeira loucura. Pagou o maior prêmio de todos os tempos. Nunca antes se viu uma bolada tão apetitosa! Mais apetitosa do que essa, só na montagem do grupo para comandar o País. Nunca se viu coisa parecida. O insigne presidente que saiu jamais deixou de fazer suas apostas durante os oito anos em que comandou a banca. A insigne presidente que entrou só agora vai poder revelar sua capacidade de se sentar à mesa do jogo. Quanto aos demais associados do grande cassino do Planalto, sabemos da história de alguns. Muitos dos insignes ficantes são bem conhecidos. E muitos dos insignes chegantes já são velhos habitués das mesas do pôquer brasiliense. Na verdade, só a insigne presidente entrante, já a postos para receber as cartas, tem um rosto desconhecido. A atitude fria, absolutamente sem transparência, nessa presença inaugural na mesa, não permite deduzir nada. De uma coisa, porém, estou certa: nunca houve até hoje uma sena como esta! O povo compareceu com milhões de apostadores. Quem vai ganhar, o povo ou a banca? Resposta difícil. Aliás, as dificuldades já começaram com a dúvida idiota surgida por conta do título da ocupante do Planalto: vai ser presidente ou presidenta? Segundo informam os bajuladores mais próximos, parece que a própria prefere ser chamada de presidenta. Será que assim ela fica mais contenta? Vai ser mais competenta? E, sem dúvida, mais eficienta? Não sei. Em todo caso, esse estrago inicial contra a última flor do Lácio, inculta e bela, não me surpreende, após os oito anos da inacreditável e dinamitadora gramática do insigne presidente que saiu - se é que saiu... A vitória do povo só acontecerá se o prêmio desta outra sena da virada trouxer benefícios reais para os apostadores. O presidente que saiu deixou imensos problemas para a presidente que entrou. Primeiro, ela terá de encaminhar, com coragem e energia, as reformas fundamentais que seu patrono prometeu e não fez. A mais importante de todas será a que devolver aos eleitores brasileiros o direito de ver suas vontades representadas de forma real. Hoje em dia somos obrigados a eleger, mas não temos nem o poder nem os meios para deseleger! A segunda reforma, não menos importante, mas talvez mais urgente, recai sobre o sistema tributário. Não dá mais para continuarmos sendo um país sem democracia na área dos impostos. Somos um povo contribuinte, mas não temos um governo retribuinte! Na área da educação tudo tem de ser revisto. O Estado precisa entender que o povo brasileiro dispensa ser tutelado, como se todas as famílias e as pessoas não tivessem capacidade de dirigir a sua vida, com total liberdade de escolha. A responsabilidade de educar, o direito de educar, isso cabe às famílias e à sociedade. Ao Estado cabe garantir e oferecer os instrumentos, os meios e os recursos. Para isso pagamos altíssimos impostos. Chega de paternalismo. Chega de maternalismo. Chega de monitoramento político e ideológico. Chega de infantilização. Chega de impor opiniões e comportamentos. Somos uma democracia e queremos ser livres. Não queremos continuar como uma carneirada, tangida por pastores que não escolhemos. Na área da saúde, por favor, pensem antes de tudo na parte sanitária. Não repitam os erros dos nossos geniais arquitetos, que foram capazes de construir uma nova capital sem rede de esgotos! É vergonhosa a estatística brasileira nessa matéria. Sempre a história de que faltam recursos. A hanseníase ainda está por aí. A tuberculose continua matando. A dengue é um pavor. E a gastrenterite, a leishmaniose, o tifo, enfim. Para onde foram os impostos destinados à saúde? Só para postos de emergências? Só para hospitais? A prioridade, na saúde, é a prevenção. O nome já diz tudo: tem de chegar antes. Na área administrativa, a mais importante de todas as providências será a proposta de adoção da escala metropolitana de governo. Sem ela a gestão das grandes concentrações urbanas ficará impossível. A escala metropolitana de governo já foi implantada no mundo civilizado há mais de um século! O atraso do Brasil é inacreditável. Em várias partes do planeta a escala metropolitana começa a ser substituída pela escala megalopolitana! As metrópoles expandiram-se tanto que já se misturam, como já se verifica no Vale do Paraíba. Só a Região Metropolitana de São Paulo engloba 39 prefeituras! Tudo desarticulado. Tudo desentrosado. Tudo desperdiçado. Planos e projetos desencontrados, superpostos, conflitantes e competitivos! A mesma coisa no Rio, no Recife, em Belém, em Belo Horizonte, em Salvador, em Porto Alegre... só para citar essas! Será que a ganhadora da sena política vai enxergar tudo isso? Não sei. Ninguém consegue saber o que essa loteria reserva para nós. (*) Sandra Cavalcanti é professora, jornalista, foi deputada federal constituinte, fundou e presidiu o BNH do governo Castelo Branco - e-mail: sandra_c@ig.com.br, veiculou o artigo A Mega Sena da Virada no O Estado de S.Paulo.


Do Bolsa-Família ao bolso cheio: milionária saca prêmio (11/1/2011 16:06:00)

Após angústia, uma das ganhadoras da loteria no Estado conseguiu retirar quase R$ 2 mi Eliane Nascimento Barreto na frente da casa simples em Cariacica. Até mesmo velas eram usadas por ela para iluminar a residência Depois de seis dias vivendo entre o sonho de ser milionária e a angústia de ter sido lesada, Eliane Nascimento Barreto, 38 anos, viu não apenas o ano, mas uma nova vida começar para ela: conseguiu sacar quase R$ 2 milhões, parte do valor do prêmio da Mega-Sena da Virada. Eliane fez um bolão com outras 24 pessoas e chegou a pensar que não receberia a parte que lhe cabia. Se isso não acontecesse, teria que continuar a viver com os R$ 90,00 do Bolsa-Família e uma cesta básica doada pelo Centro de Referência da Assistência Social (Cras) de Cariacica, onde mora, num bairro simples. Eliane esperava, ainda ontem, pelo contato dos organizadores do bolão, feito na casa lotérica Sorte Grande, em Alto Lage, também em Cariacica. No local, nenhuma informação a respeito do prêmio ou da reclamante foi dada. Mas o real motivo de o contato não ter sido feito seria uma mostra da vida difícil que a nova milionária levava: ela estava com o telefone cortado. Felizmente, uma ida até a uma agência da Caixa Econômica Federal foi suficiente para resolver a questão. "O dinheiro saiu", contou Eliane, momentos depois, com respiração ofegante. Ao vê-la, a impressão é que "a ficha ainda não caiu". Ainda assim, Eliane tem planos definidos: mudar de vida, mas sem exageros. "Quero melhorar a minha casa e a da minha mãe. E espero ter condições de ajudar mais pessoas. O sonho é ter uma vida sem sofrimentos", desabafa a desempregada, que agora pensa em ter o próprio negócio - em ramo ainda não definido. Hoje, ela, a filha de 14 anos e o caçula, de 5 meses - de pais diferentes -, vivem numa casa ao lado da residência da mãe. Há um quarto, sala, cozinha e banheiro. Na sala, um quadro da Santa Ceia indica fé; e incensos - com os dizeres "traz dinheiro" e "abre novas portas" - pareciam antecipar o seu futuro. Quem passava pela rua nem desconfiava que ali mora uma nova milionária, que apostou a sorte com R$ 10 tirados do Bolsa-Natalidade. "Só quem era de pobreza extrema ganhou essa bolsa", reforça a futura empresária. Guinada na vida - "Se pudesse, eu ajudaria a todo mundo" Com uma expressão assustada, como se desconfiasse de tudo, Eliane Nascimento Barreto, 38 anos, ainda tentava entender que ganhou quase R$ 2 milhões com um bolão premiado na última Mega-Sena da virada. Ela dividiu o prêmio com outras 24 pessoas e mal sabe o que ainda fará com o dinheiro. A prioridade é ajudar a família. Qual é o seu sonho de consumo? Uma TV de plasma, dessas de pendurar na parede, bem fininha (hoje há três TVs na casa de Eliane, apenas uma funciona). E também quero um carro, mas não sei dirigir. Tenho que tirar a carteira de motorista, logo. E o que pretende fazer com a casa onde mora? Quero reformá-la. Mas ainda espero ajudar minha mãe. Ela queria fazer uma laje e ainda não pode. Pensei em sair daqui e ir morar em outro lugar, mas me sinto muito bem morando perto da minha família. Acha que o dinheiro vai ser suficiente para ajudar a todos? Se pudesse eu ajudaria a todos. É só andar por aí, não só em Cariacica, que vemos o tanto de gente que precisa de ajuda. Mas espero conseguir melhorar a vida da minha família, de alguma forma. São 11 irmãos, e sei que, apesar de a quantia ser alta, não é tanto dinheiro assim. Os pedidos de ajuda e de empréstimos já começaram? Hoje (ontem), dei os R$ 500,00 que uma irmã me pediu. Nem sei para o que é. Outro irmão quer R$ 3 mil para arrumar o carro dele. Dois gostariam de ganhar uma casa. Todos nós temos sonhos, e eu espero ajudá-los de alguma forma. Acho que abrir um negócio com a família é uma opção. No Amazonas, vendedor acerta, mas não leva O vendedor de chicletes Aldenor da Silva Brito, 45, morador de Boca do Acre, no Amazonas, viveu, por alguns instantes, o sonho realizado de ser milionário após o sorteio das dezenas da Mega da Virada. Ele teve um de seus jogos não computado pela lotérica da cidade. E foi justamente o jogo premiado. O vendedor disse que a família ficou empolgada com a possibilidade de ele ter ficado rico. "Fiquei com febre depois de perceber que tinha alguma coisa errada", contou. 25 jogadores É o número de pessoas que jogaram no bolão premiado na última mega-sena da virada. Eram 14 jogos, quatro deles com sete números. É o segundo prêmio da Virada que Eliane acerta A sorte parece andar lado a lado com a nova milionária de Cariacica. Não é a primeira vez que Eliane Nascimento Barreto, 38 anos, ganha um prêmio de loteria. No prêmio da Mega-Sena da Virada de 2009, ela acertou quatro dos seis números sorteados e levou R$ 600. Agora, no último dia 31, a chance aumentou, e os seis números foram acertados. "Fui eu quem conferi. Quando vi que tinha acertado quatro, avisei que era quadra. Logo depois, pensei que fosse quina. Nossa, mas quando vimos que eram os seis, nem acreditamos. Minha mãe ficou em estado de choque, e está até hoje (ontem)", conta Ana Caroline, filha de Eliane. A mãe conta que tem o costume de jogar. "Mas não é sempre. Normalmente, faço jogo de R$ 2,00", conta a vencedora. A filha já pensa no prêmio da próxima Mega-Sena da Virada. "Já foi quadra e sena. Neste ano, ela vai acertar a quina", comenta. A sorte de Eliane vai ser dividida entre a família. Ela quer ajudar a quem puder. Tem irmã pedindo R$ 10 mil emprestado. Mas afirma que vai pagar tudo de volta, em prestações de R$ 220,00. "A intenção é parar de sofrer. Dar uma vida melhor a todos", frisa a milionária. (A Gazeta - Maurílio Mendonça )



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